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Segurança da Informação: para além do escritório, um alerta na defesa tecnológica da família

Por: Reverton Cristaldo da Silva

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Segurança da Informação, cibersegurança ou também conhecido como segurança cibernética, parece ser um assunto corporativo, empresarial, ligado aos escritórios ou órgãos públicos, mas está muito longe de ser verdade essa afirmação. A segurança da informação significa:

Tornar seguro um dos mais valiosos ativos que uma pessoa física ou jurídica pode ter, qual seja, seus dados, tendo como objetivos principais, a proteção, disponibilização, confidencialidade e integridade dessas informações.

A Segurança da Informação (S.I) faz parte do dia-a-dia de todos nós, dos aplicativos quase infinitos para smartphones, passando por websites, caixas eletrônicos, e-mails, registros em órgãos públicos, dados de geolocalização, redes sociais, enfim, nossos dados precisam estar seguros contra o acesso e uso indevido por aqueles que de alguma maneira irão nos prejudicar, influenciar, manipular e causar danos que muitas vezes são irreversíveis, trazendo sofrimento emocional muito grande.

No ambiente corporativo a segurança da informação age como proteção a acessos não autorizados no seu ativo tecnológico e os danos em sua grande maioria são financeiros, ou na paralisação das atividades da empresa, o que afeta diretamente sua imagem e credibilidade. Mas, e à segurança da informação dentro da família? Qual o nível de “destruição” que um ataque a esse ativo tão sensível pode causar em nossas vidas? A resposta é:

De danos gravíssimos as finanças até mesmo a morte de alguém.

Vou dar alguns exemplos de como você já deve ter feito algumas coisas que a princípio parecem ser normais e até inocentes em alguns casos, mas que podem produzir dados e informações úteis para quem quer “stalkear” (investigar) sua vida, tentar fraudar suas contas em redes sociais, criar contas “fake” para iludir e enganar seus amigos e familiares, tentar te sequestrar digitalmente e muitas outras atividades que estão sendo criadas todos os dias a medida em que nós também vamos nos tornando cada vez mais dependentes da tecnologia. 

Exposição desnecessária em redes sociais. O que pode gerar dados sobre geolocalização, costumes, atividades e rotinas. 

Recebimento e compartilhamento de informações pessoais, como documentos, endereços, telefones, fotos, vídeos, que podem ser analisados e mapeados para diversos fins como fraudes ou ataques.

Outro ponto importante da segurança da informação para além do escritório são nossas crianças e adolescentes que estão sendo atacados diariamente em todas as áreas tecnológicas e como elas não tem maturidade para lidar com a engenharia social que chega nelas, muitas acabam sendo enganadas, e com isso são arrastadas para um abismo que pode levar a depressão e o suicídio, como nos casos de fotos ou vídeos íntimos publicados, como o famoso “pornografia de revanche”, vazamento de dados sensíveis a pessoa, bullyng virtual, ameaças, stalking, racismo, homofobia, crimes de ódio e intolerância e todo tipo de ataques a reputação de adultos, adolescentes e crianças.

A Safernet divulgou que no último ano, aumentou em mais de 60% as denúncias de crimes ligados a ódio na internet. A Deepweb que pode ser facilmente acessada por qualquer pessoa sem nenhum tipo de filtro, é um verdadeiro celeiro de pornografia infantil, tendo em seus fóruns obscuros, de tudo um pouco, com isso a cada dia novos usuários se multiplicam na busca por fotos e vídeos com esse tipo de material que se retroalimentam e literalmente criam novos pedófilos a todo instante, por isso as análises de inteligência e monitoramento dos casos de abuso já fazem a seguinte estatística, de que uma em cada três meninas será abusada ou molestada sexualmente pelos próximos 10 anos, isso também vale para os meninos.

A segurança da informação para além do escritório é uma urgência em todas as áreas da sociedade, ou nos protegemos, ou viveremos um caos dentro das empresas, nas famílias, nas escolas, nas praças e até mesmo nas instituições religiosas. A destruição causada por esses ataques causa prejuízos enormes ao setor público, privado, às famílias e a toda a sociedade. Alguém que está passando por isso não conseguirá ter um bom desempenho no trabalho, uma criança vítima de ataques virtuais não terá um bom desempenho escolar, e por aí vai.

Existem algumas formas iniciais de proteção: 

  • Conscientização de que a tecnologia precisa ser monitorada em casa.
  • Desconfiança de que nada é de graça e nem tudo é positivo para você.
  • Proteção através de atitudes e apoio tecnológico contra os ataques diários.
  • Denúncia através dos canais oficiais para que as autoridades tomem providências.
  • Aprender sobre a contra inteligência cibernética e se proteger com os meios necessários. 

Para concluir, sugiro a seguinte reflexão: “A redução dos crimes na web também depende da conduta e das boas escolhas online”.