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Analistas participam de palestra para fomentar a “cultura ágil” na MTI

A intenção é conhecer novas formas de metodologia para gestão e planejamento de projetos na área de tecnologia da informação.
Karine Miranda | MTI

Analistas participam de palestra para fomentar a “cultura ágil” na MTI - Foto por: Assessoria MTI
Analistas participam de palestra para fomentar a “cultura ágil” na MTI
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Analistas da Empresa Mato-grossense de Tecnologia da Informação (MTI) participaram de uma palestra sobre cultura ágil, a fim de conhecer novas formas de metodologia para gestão e planejamento de projetos na área de tecnologia da informação e fomentar essa cultura na empresa.

A iniciativa faz parte do Tech Talk, evento criado pela Unidade de Gestão Estratégica de Inovação da MTI para disseminar a cultura da inovação entre os colaboradores da empresa.

A palestra intitulada “Cultura Ágil – mais do que execução de Sprint”, foi realizada pela coach-agile Aryadnne Zanatta, que discorreu sobre a importância de adotar essa cultura que é centrada no ser humano e feita com ciclos de feedback rápido, além de ser pautada na cooperação, trabalho em equipe e diversidade de pensamento.

“Hoje estamos adaptando a cultura ágil. Ela traz essa questão de entender porque estamos errando e remodelar os processos. Geralmente quando fechamos um processo, nunca mais o atualizamos. Então, a gestão ágil vem justamente para metrificar o que acontece no processo, entender por que o processo está dando pontos negativos e melhorar esses pontos”, disse.

Ainda segundo Aryadnne, a cultura ágil tem como conceito uma comunicação mais horizontal e não vertical dentro das organizações, para ampliar o leque da comunicação e permitir os ciclos de feedback, especialmente aqueles que são feitos de gestor para equipe e da equipe para gestor. Isto porque esses ciclos permitem que os dois lados comecem a crescer juntos e formem um ambiente mais colaborativo. 

“Um dos pilares da agilidade é considerar as pessoas mais do que processos e documentação abrangente. Entende-se que é mais fácil a gente resolver numa conversa do que ficar preso a um processo mais burocrático. Se um processo está mais demorado, precisamos entender por que é demorado”, explicou. 

Outro ponto importante dentro da cultura ágil são as reuniões constantes e as de retrospectiva, para que os colaboradores possam refletir sobre os erros e acertos e incentivar a comunicação interna entre equipes. De acordo com Aryadnne, esse é um momento em que se faz um trabalho focado nas pessoas, especialmente naquelas com as características mais técnicas.

“É importante que as reuniões não sejam tão longas. Trabalhar com reuniões enxutas sem sair do foco, mostrando o valor da reunião e de que reunião também é trabalho. Trabalhar não é só produzir muito: é planejar, antecipar, estar um passo à frente para, aí sim, executar suas atividades”, afirmou.

A transparência nas ações e nos processos também faz parte das práticas ágeis, através da aplicação de métricas não tóxicas, que mantêm o foco no processo e não em quem está produzindo mais. A intenção é identificar como o setor pode contribuir para que todos possam produzir mais, segundo a coach.

Além disso, a transparência também deve ser voltada para os clientes, de modo que eles participem das reuniões para que, se houver um impedimento no desenvolvimento do trabalho, o cliente já esteja ciente do que está ocorrendo no momento. A medida economiza tempo, pois evita o chamado “telefone sem fio”.

“Tem gente que fica doente, vai trabalhar doente, não tira férias e é aquele estresse. A partir do momento em que a gente organiza nosso fluxo de trabalho, definimos nossas métricas, começamos a trabalhar com a transparência envolvendo nossos clientes nas reuniões e, como se trabalha com ciclos curtos de sprint, você consegue já notificar seu cliente sobre todo o andamento. Isso contribui para a comunicação e, por consequência, melhora a cultura ágil. Inclusive, isso já é realidade em grandes empresas”, encerrou.